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CF e a defesa da Vida
Por: Redação

No período quaresmal, a Igreja Católica Romana do Brasil, há décadas traz para nossa reflexão, através da Campanha da Fraternidade (CF) temas que procuram ajudar os fiéis ao olhar para além dos aspectos religiosos. Muitas vezes são sugeridas abordagens que observam a vida a partir do âmbito social.

 

No corrente ano, com o tema: "FRATERNIDADE: biomas brasileiros e defesa da Vida", a Igreja propõe e pede o empenho dos cristãos e das pessoas de boa vontade para contemplar carinhosamente os seis distintos ecossistemas do Brasil, gravemente ameaçados pela ação humana. São eles: Caatinga, Amazonas, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas. Mas, mesmo valorizando a visão social, a Igreja procura se inspirar na Sagrada Escritura, por isso tendo como lema "Cultivar e guardar a Criação", a CF recorda que a natureza não é obra do homem; nela o ser humano se insere como parte, sem esquecer que Deus a criou. Sua preservação, sem um falso "ecologismo", é o único modo de preservar a espécie humana. Portanto, é imperativo que homens e mulheres tomem consciência que sem os demais seres vivos, numa cadeia complexa, a própria pessoa humana está ameaçada.


A Igreja, embora seja a propositora da reflexão, conta com a colaboração de diversos organismos da sociedade civil: ONGs, órgãos públicos e outras igrejas, para desencadear um trabalho eficaz que, com o passar do tempo, gere uma mudança de atitudes. Sem estardalhaços e marketing para si mesma, a Igreja tem consciência que muitos dos avanços ocorridos no Brasil, em diversas áreas sociais, surgiram das Campanhas da Fraternidade que acontecem anualmente; são temas pertinentes e que afetam as populações em geral, especialmente as mais vulneráveis. É preciso então uma mudança de atitude, auxiliada pela Palavra de Deus que a todos criou e sustenta.


São muitas as iniciativas que buscam preservar a vida dos biomas nacionais, comungando desenvolvimento e sustentabilidade, gerando esperança para que os mesmos não sejam destruídos, embora sejam inegáveis as ameaças que estes espaços geográficos vêm sofrendo ao longo dos anos, sobretudo pela produção em larga escala e sem responsabilidade social. Sabe-se que a produção de grãos e outros manejos são importantes para o desenvolvimento da nação, mas ainda faltam muitos passos para que desenvolvimento e sustentabilidade caminhem juntos. A Igreja propõe meditações sobre a relação com a criação, despertando para o cultivo e cuidado da natureza, como nos pede o Papa Francisco na Encíclica Laudato Si.

Para promover ações e projetos ligados ao tema refletido a cada ano, é realizada a Coleta da Solidariedade, no Domingo de Ramos. Neste dia o dinheiro arrecadado nas missas é dividido entre o Fundo Diocesano de Solidariedade (FDS) e o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), ficando para o FDS 60% dos recursos, destinados a todos os projetos sociais da própria comunidade diocesana, os outros 40%, o FNS reverte para o fortalecimento da solidariedade entre as diversas regiões do país. É um belo gesto da comunidade, um gesto generoso, porque todo o valor arrecadado com essas doações, faz com que a comunidade envolvida ajude a igreja a desenvolver projetos de proteção humana e também a sustentar a ação pastoral.


Na Quarta-feira de cinzas, todas as paróquias da Diocese de Dourados realizaram abertura da CF, já a abertura diocesana será domingo, dia cinco, com a missa presidida por Dom Henrique Aparecido de Lima, às 17h, em frente da Catedral Imaculada Conceição, contando com a presença de fiéis das diversas paróquias da Diocese.


Pe. Crispim Guimarães

Pároco da Catedral de Dourados












Dourados - MS - 79800-000
Tel: 67 3422-6910

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